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Pesquisando o Dicionário Azevedo #10
Wagner Azevedo - Colunista
Dicionarista, pesquisador, professor, escritor, poeta, músico, compositor, diagramador, revisor, palestrante e colunista.
Quero agradecer o convite da professora e pesquisadora Ariele Rodrigues para participar deste site de Pesquisa e Educação com meu quadro escrito e inédito sobre dicionário Pesquisando o Dicionário Azevedo. É uma honra e um prazer em mostrar a todos os verbetes pesquisados por mim. Muitos são inéditos. E por mencionar sobre, digo que todos os meus dicionários publicados (treze até o momento) são inéditos na Língua Portuguesa. Daí a ideia de chamar “Dicionário Azevedo”, ou seja, dicionários inéditos. O título está no singular, mas a semântica é sobre toda a minha obra.
Camarão
Camarão – s. m. do gr. kámmaros. Refere-se a: 1. esp. de crustáceo; 2. pessoa de pele avermelhada resultante se exposição ao sol; mesmo que lagosta; 3. suporte fixado no teto us. pendurar lustres etc.; 4. tab., clitóris; 5. no pl., o país africano República dos Camarões. [Comentário: “O primeiro europeu a pisar essas terras foi o marinheiro português Fernando Pó, que chegou em 1472, mais precisamente em Douala e batizou o rio Wouri como rio dos Camarões, dada a abundância deles em suas águas. Dessa denominação deriva o nome “Camarões” (OTERO. A origem dos nomes dos países, 2006, p. 129]. A loc.: I. cabeça de camarão refere-se a pessoa estúpida, de pouca inteligência; cabeça-dura; mesmo que anta; ameba; burrão; animal irracional; arrepia-cabelo; II. camarão que dorme a onda leva refere-se a distrair-se. Arlindo Cruz, Beto sem Braço e Zeca Pagodinho registraram-na numa canção de título homônimo.
● Carlos Rennó citou a antanáclase camarões nas acepções 1 e 5, na canção “Façamos, vamos amar”. Ex.:
“Camarões em Camarões, fazem [amor]
Façamos, vamos amar”.
O verbete está no Dicionário de Antanáclase, publicado pela Editora Moan em agosto de 2022. É o Volume III da Coleção Figuras de Linguagem.